segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Livro: Comer, rezar, amar


Olá queridos amigos! Estou lendo "Comer, rezar, amar" de Elizabeth Gilbert.
Me deparei com uma passagem em que Liz, a narradora, descreve sua primeira oração; o seu primeiro encontro com Deus em um momento muito difícil no decorrer de seus 30 e poucos anos. Logo de cara, no primeiro capítulo, ela está ajoelhada no chão do banheiro, no meio da madrugada e aos prantos pedindo
uma luz, pois seu desespero é tanto que ela não consegue ver uma saída. É nesse momento que ela começa a rezar, espontaneamente, e o livro começa. Vejam o trecho logo abaixo:
“É claro que tive tempo de sobra para formular minhas opiniões sobre divindade desde aquela noite no chão do banheiro, quando falei diretamente com Deus pela primeira vez. Mas, no meio daquela crise negra de novembro, eu não estava interessada em formular opiniões sobre teologia. Estava interessada apenas em salvar a minha vida. Eu finalmente percebera que parecia ter atingido um estado de impotência e desespero que ameaçava a minha vida, e acorreu-me que, às vezes, pessoas nesse estado recorrem à ajuda de Deus. Acho que eu tinha lido isso em um livro em algum lugar.
O que eu disse a Deus em meio a meus soluços arquejantes foi alguma coisa assim: “Oi, Deus. Tudo bem? Eu sou a Liz. Muito prazer.”
É isso mesmo – eu estava falando com o criador do universo como se houvéssemos acabado de ser apresentados em um coquetel. Mas nós trabalhamos com aquilo que conhecemos nesta vida, e essas são as palavras que sempre uso no início de um relacionamento. Na verdade, era tudo que podia fazer para não dizer: “Sempre admirei muito o seu trabalho...”
“Desculpe incomodar o senhor tão tarde assim”, continuei. “Mas é que eu estou com um problema sério. E desculpe por nunca ter falado com o senhor assim diretamente, mas espero de verdade sempre ter expressado minha enorme gratidão por todas as bênçãos que o senhor me deu na minha vida.”
Esse pensamento me fez soluçar com mais força ainda. Deus esperou eu me acalmar. Eu me recompus o suficiente para continuar: “ Não sou nenhuma especialista em oração, como o senhor sabe. Mas será que o senhor poderia por favor me ajudar? Estou precisando desesperadamente de ajuda. Não sei o que fazer. Preciso de uma resposta. Por favor, me diga o que fazer...”
Assim, a prece se reduziu a essa simples súplica – Por favor, me diga o que fazer – inúmeras vezes. Não sei quantas vezes implorei. Só sei que implorei como alguém tentando salvar a própria vida. E eu não parava de chorar.
Até que – muito de repente, percebi que não estava mais chorando. Na verdade, havia parado de chorar bem no meio de um soluço. Minha tristeza havia sido inteiramente aspirada para fora de mim. Ergui a testa do chão e me sentei, surpresa, perguntando-me se veria algum Ser Grandioso que havia levado embora o meu choro. Mas não havia ninguém ali. Eu estava sozinha. Mas também não estava de fato sozinha. Eu estava cercada por algo que só posso descrever como um pequeno bolsão de silêncio tão raro que eu não queria soltar a respiração, com medo de assustá-lo. Era um silêncio totalmente imóvel. Não sei quando eu havia sentido tamanha imobilidade antes.
Então escutei uma voz. Por favor não se assustem – não era uma voz hollywoodiana saída do Antigo Testamento, como a de Charlton Heston, tampouco uma voz que me dizia para construir um campo de beisebol no quintal de casa. Era apenas a minha própria voz, falando de dentro de mim. Mas aquela era a minha voz de um jeito que eu nunca tinha escutado antes. Aquela era minha voz, mas perfeitamente sensata, calma e compassiva. Era a minha voz como soaria se eu só houvesse experimentado na vida  amor e certeza. Como posso descrever o calor da afeição daquela voz ao me dar a resposta que selaria para sempre a minha fé no divino?
A voz disse: Volte para a cama, Liz.
Soltei a respiração.
Imediatamente, ficou muito claro que essa era a única coisa a ser feita. Eu não teria aceitado nenhuma outra resposta. Não teria confiado em uma voz grave e ribombante que houvesse dito: Você precisa se Separar do Seu Marido! Ou você Deve se Divorciar do Seu Marido! Porque isso não é a verdadeira sabedoria. A verdadeira sabedoria fornece a única resposta possível para determinado instante e, naquela noite, voltar para a cama era a única resposta possível. Voltar para a cama, disse aquela voz interior onisciente, porque você precisa saber a resposta final neste instante, às três horas da manhã de uma quinta-feira de novembro. Volte para a cama, porque eu amo você. Volte para a cama, porque a única coisa que você precisa fazer por enquanto é descansar um pouco e cuidar bem de si mesma até saber a resposta. Volte para a cama para que, quando a tempestade chegar, você esteja forte o suficiente para lidar com ela. E a tempestade vai chegar, meu bem. Em breve. Mas não esta noite. Portanto:
Volte para a cama, Liz.
De certa forma, esse pequeno episódio tinha todas as características de uma típica experiência cristã de conversão – a noite escura da alma, o pedido de ajuda, a voz que responde, a sensação de transformação. Mas eu não diria que isso foi uma conversão religiosa para mim, não uma conversão tradicional, como nascer de novo ou ser salva. Em vez disso, eu chamaria o que aconteceu naquela noite de início de uma conversa religiosa. As primeiras palavras de um diálogo aberto e exploratório que, no final das contas, me levaria de fato até bem perto de Deus.”

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Just believe!


I believe that laughing is the best calorie burner. I believe in being strong when everything seems to be going wrong. I believe that tomorrow is another day. I believe that we're be able to do miracles. 
You just have to BELIEVE and make it happen!


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

The last dream...

                                                     Sonhei que estávamos juntos nesta noite...
 



Seu sorriso estava mais lindo do que nunca, e seu olhar era atento e ansioso como os meus... Ansiava para aquele momento não ter fim; que o tempo parasse e que tudo girasse ao nosso redor... Que não houvesse preocupações nem um outro tipo de emergência para interromper esse NOSSO MOMENTO.



Então acordei, e você já não estava mais ao meu lado, fechei os olhos novamente para tentar te reencontrar em um novo sonho, mas foi impossível. 



Um novo dia havia surgido, com novas expectativas e um recomeço. Se eu não pudesse te encontrar acordada, teria a certeza que mais tarde nos encontraríamos em mais um sonho; para terminar o que havia começado.